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“Não morro, entro na vida”.

 

Apresentamos alguns pesamentos de Santa Teresinha:

Perto do teu divino Coração, esqueço tudo que passa. Não temo mais os receios da noite. Ah! dá-me, Jesus, nesse Coração um lugar. Só por hoje!
Jesus não considera tanto a grandeza das ações, nem mesmo a dificuldade dela, quanto o amor que leva a fazer estes atos.
Oh! como é doce o caminho do Amor!... Como quero me aplicar a fazer sempre, com maior abandono, a vontade do Bom Deus.
Ah! se todas as almas fracas e imperfeitas sentissem o que sente a menor de 'todas' as almas, a alma de sua Teresinha, nem uma só desesperaria de chegar ao cume da montanha do amor, pois que Jesus não pede grandes ações, mas somente o abandono e o reconhecimento. ... Eis tudo quanto Jesus reclama de nós, ele não tem absolutamente necessidade de nossas obras, mas somente do nosso amor. E esse mesmo Deus que declara não ter, de modo nenhum, necessidade de nos dizer se tem fome, não teme mendigar um pouco d'água à Samaritana.
Jesus, não te peço senão a paz e também o amor, o amor infinito, sem outro limite senão tu mesmo... amor que já não seja eu, mas que sejas tu, meu Jesus. Por ti, Jesus, morra eu mártir, o martírio do coração ou do corpo, antes, de ambos...
De longe, parece róseo fazer o bem às almas, fazê-las amar mais a Deus, modelá-las segundo suas óticas e pensamentos pessoais. De perto, é tudo o contrário, o róseo desapareceu... sente-se que fazer o bem é coisa tão impossível, sem o socorro do bom Deus, quanto fazer brilhar o sol durante a noite... Sente-se que é, absolutamente, necessário esquecer seus gostos, suas concepções pessoais e guiar as almas pelo caminho que Jesus lhes traçou, sem tentar fazê-las caminhar pelo seu próprio caminho.
O bom Deus me deu a graça de não temer a guerra; é preciso que cumpra meu dever a qualquer preço. ... Ah! é a oração, é o sacrifício que fazem toda a minha força; são armas invencíveis que Jesus me deu; elas podem, muito mais do que as palavras, tocar as almas, já fiz muitas vezes essa experiência.
Espero de verdade não ficar inativa no céu, meu desejo é trabalhar ainda pela Igreja e pelas almas, eu peço isso ao bom Deus e estou certa que ele me ouvirá.
Nada permance em minhas mãos. Tudo isto que eu sou, tudo quanto recebo, é para a Igreja e para as almas. Também se viver até oitenta anos, serei sempre assim pobre.
Meu caminho é todo de confiança e de amor, não compreendo as almas que têm medo de um amigo tão terno. As vezes, quando leio certos tratados nos quais a perfeição é mostrada mediante mil entraves, cercada de uma multidão de ilusões, meu pobre espiritozinho logo se cansa, fecho o sábio livro que me quebra a cabeça e seca meu coração e pego a Sagrada Escritura. Então tudo me parece luminoso, uma só palavra abre à minha alma horizontes infinitos, a perfeição me parece fácil, vejo que basta reconhecer o próprio nada e se abandonar como uma criança nos braços do bom Deus...
Tu me fazes sentir, ó Maria, que não é impossível andar nos teus passos. Tu tornaste visível o estreito caminho do céu, praticando sempre as mais humildes vitudes. Perto de ti, Maria, quero permanecer pequena; vejo as vaidades das grandezas da terra; na casa de Isabel, recebendo a tua visita, aprendo a praticar a ardente caridade. ... Esperando o céu, ó minha Mãe querida, quero viver contigo, seguir-te-ei cada dia. Mãe, na tua contemplação eu mergulho encantada descobrindo no teu coração os abismos do amor.